No dia 24 de junho, segunda feira, foi realizada, por solicitação do nosso presidente Newton Cannito, reunião com o Superintendente de Fomento da Ancine, Paulo Alcoforado. E logo a seguir, reunião com Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine e  Paulo Ricardo Zilio, assessor do diretor-presidente. Estiveram presentes nas reuniões o Presidente da AR, Newton Cannito, Emilio Galo, Mauro Batista, Denise Kaner, e eu, Sylvia Palma.

A conversa girou em torno da necessidade de se fortalecer o autor roteirista dentro da cadeia produtiva do Audiovisual, reconhecê-lo como profissional fundamental para alavancar o mercado hoje aquecido pela Lei 12.485, conhecida como a Lei da TV Paga.

Foram comentados os últimos artigos publicados na mídia onde os autores-roteiristas se defendem da acusação dos produtores de que não existem profissionais suficientes nesta área. Pra reforçar nossa defesa, mostramos uma lista com os 299 associados da AR, todos profissionais, com trabalhos já exibidos em televisão e/ou em cinema, autores capazes de criar em vários formatos e de produzir vários conteúdos, e que se veem precarizados pelas produtoras que estão quase sempre solicitando trabalhos no “risco” ou mesmo, oferecendo baixos cachês.

Foi mencionado o fato da Lei dos Direitos Autorais não ter sido ainda votada, o que reforça a invisibilidade do autor roteirista e o enfraquece diante das produtoras.

Apresentamos uma proposta de revisão do fomento VOCÊ ROTEIRISTA, criado na gestão do Newton Cannito, como diretor da SAV, e que visava valorizar especialmente o roteirista.

Para a AR, que vem batalhando há 13 anos pela valorização da profissão e do profissional, ver suas reivindicações sendo aceitas e se tornando realidade é realmente uma grande conquista.

Tanto  Paulo Alcoforado, quanto Manoel Rangel confirmaram que estavam sendo gestadas pelo FSA  linhas de apoio aos autores-roteiristas, todas de grande porte, e que serão lançadas numa prazo de três meses.

As linha prevêm um investimento alto no setor de desenvolvimento de projetos, fortalecendo toda área de criação, desde a ideia até o formato final, ou seja,  o roteiro pronto para ser produzido.

Uma das linhas prevê núcleos de criação para desenvolvimento de projetos. Outra seria destinada aos roteiros de ficção para cinema e TV. Outra ainda para roteiros de animação. Também uma parte dos investimentos serão destinados à formação continuada em universidades e em cursos de especialização.

Todas as áreas do Brasil serão contempladas, com ênfase nas áreas de excelência.

O volume de capital que será aplicado é alto, repito, capaz de aquecer de modo inédito o mercado para os roteiristas.

Importante é saber que em três meses, mais ou menos, essas linhas de créditos e fomentos estarão disponíveis para nós, autores-roteiristas, mas teremos que ter empresas produtoras registradas na Ancine para poder pleitear esses recursos.

Somente produtores de conteúdos  poderão participar  dos concursos. Ou seja, qq pessoa que tenha uma firma e que tenha registro na Ancine e que seja roteirista. Ou uma produtora que tenha setor específico de desenvolvimento de projetos, com roteiristas responsáveis pelos conteúdos, e não os produtores.

As cartas dos diretores regionais foram entregues, com os diagnósticos dos setores regionais.

Foi uma grande conquista para nós esse encontro e as decisões tomadas pelo FSA neste momento. Fica o agradecimento ao nosso presidente Newton Cannito  e a todos os que colaboraram, diretores, conselheiros, associados, direta ou indiretamente para mais essa vitória.

Abraços a todos,

Sylvia Palma

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