A Associação dos Roteiristas do Brasil, AR, repudia o posicionamento isolado da operadora Sky contra a Lei 12485, que estipula cotas de conteúdo nacional para a programação dos canais pagos no país. A atitude da empresa mostra sua equivocada interpretação da lei e, mais grave, aproveita-se da própria cessão do direito de veiculação permitida pelo Governo Federal, para veicular campanha deturpada que visa desinformar seus telespectadores em relação aos verdadeiros objetivos da referida lei, ao tentar passar para o assinante brasileiro a falsa ideia de que ele vai ser prejudicado com a aplicação da Lei 12485, supostamente porque o conteúdo vai ser controlado, ou ele vai ser obrigado a pagar para ver uma coisa que não quer assistir.

A empresa também, através da sua campanha de desinformação e manipulação da opinião pública, desmerece a capacidade dos profissionais do audiovisual brasileiro, seja em sua competência para criação de conteúdo de qualidade, que comprovadamente vem agradando ao público desde a implantação da televisão brasileira. Faz-se necessário lembrar, inclusive, que a teledramaturgia nacional sempre foi um dos alicerces da programação de qualidade da televisão brasileira.

Assim, ao tentar impor a falsa ideia de que em nosso país não há profissionais e capacidade de produção eficaz, séria., criativa e reconhecida inclusive internacionalmente, a Sky e demais veículos de comunicação que com ela têm compartilhado tais ideias infundadas estão publicamente violando o direito à informação correta. O que parece interessar à Sky é simplesmente se manter comprando conteúdo estrangeiro sem investir na produção nacional.

A Associação dos Roteiristas de Televisão, Cinema e outras Mídias (A.R.), com representação nacional defende a produção independente nos canais pagos no país e brasileiro e expressa seu irrestrito apoio à Lei 12485. Trata-se de um momento a ser comemorado e lembrado futuramente como política voltada para o incremento da produção televisiva nacional través de uma maior e mais plural oferta de programação de ficção, documentários, dentre outros gêneros que conviverão saudavelmente com os conteúdos importados pelos canais pagos.

A AR entende que, assim como aconteceu nos em outros países como Estados Unidos, no Canadá e na Europa e África do Sul, a obrigação de oferecer conteúdo televisivo produzido no próprio país é uma forma de reforçar o senso de identidade nacional e impulsionar o desenvolvimento da indústria do audiovisual.

Esperamos que a campanha difamatória e mentirosa da Sky e de outros veículos de comunicação que eventualmente vierem a ela se agregar seja retirada do ar e que as devidas sanções legais sejam tomadas pelos órgãos competentes.