Já diria um dos mais famosos bordões da TV brasileira: “quem sabe faz ao vivo”. Nós, da Abra, não temos vergonha em admitir que ainda estamos aprendendo a realizar esse tipo de produção, transformando nosso querido evento presencial em uma premiação cheia de desafios com transmissão simultânea pela internet.

Aliás, o 4º Prêmio Abra de Roteiro, realizado dia 30 de outubro, foi nossa primeira experiência. Além da festa, da alegria e da emoção de termos conseguido realizar a cerimônia com dezenas de pessoas entrando ao vivo, nós também tivemos nossos percalços, imprevistos e erros, ainda mais com as limitações impostas pelo isolamento social deste ano.

Com o brilhantismo das nossas apresentadoras – Nany People e Nathalia Cruz – e com uma equipe formada por pessoas de vários estados, que trabalharam por meses remotamente para colocar o Prêmio em pé, estamos orgulhosos por termos feito um evento incrível, que não só celebrou a profissão de roteirista e as dezenas de trabalhos que concorreram esse ano, mas por termos conseguido juntar quase todas as pessoas finalistas para estarem conosco. E é em nome dessas pessoas que admitimos que erramos, e um dos nossos erros merece ser corrigido publicamente.

O trecho gravado do vídeo que anunciava as indicadas e o indicado ao Prêmio de “Roteirista do Ano” não foi ao ar, e essa falha não foi percebida a tempo de ser corrigida durante a própria transmissão. Por isso, a Abra pede desculpas ao público que nos acompanhou e, principalmente, aos finalistas a “Roteirista do Ano”: Carol Rodrigues, Cleissa Regina Martins, Gabriel Martins, Luh Maza e Rosane Svartman.

Assim como a Rosane, que foi eleita a Roteirista do Ano pelos membros da Associação, nós também nos emocionamos muito com essa lista. É por isso que nos bateu mais forte ainda a tristeza e a decepção de, justamente no prêmio mais representativo e diverso da noite, termos omitido o nome das pessoas indicadas. Aproveitamos essa retratação para ressaltar o nosso orgulho de termos a Carol, a Cleissa Regina, o Gabriel e a Luh como finalistas a “Roteirista do Ano”, não só pelos roteiros que escreveram, que geraram obras audiovisuais maravilhosas de curta e longa-metragem, telefilme, série e novela, mas também pelo que esses talentos representam para a construção do patrimônio artístico do Brasil e de um país mais justo, plural, igualitário, representativo e diverso.

Mais uma vez, pedimos perdão pelo nosso lapso e agradecemos por vocês fazerem parte da nossa premiação.

Aproveitamos também para destacar que, nesta edição do Prêmio Abra de Roteiro, as indicações a Roteirista do Ano foram realizadas pela Diretoria, pelo Conselho Consultivo e por quatro dos grupos de trabalho da Associação: Equidade Racial e Representatividade; Mulheres e Gênero; Representatividades Regionais; e LGBTQIA+.

Por fim, reiteramos que o prêmio de “Roteirista do Ano” é oferecido pelo Projeto Paradiso, uma das iniciativas mais incríveis de fomento ao audiovisual brasileiro dos últimos anos. Além do Prêmio Abra de Roteiro, o Projeto Paradiso patrocina, incentiva e apoia a formação de qualidade de novos profissionais do audiovisual, compondo uma rede de talentos e valorizando o desenvolvimento e a distribuição das nossas obras. Por isso, reforçamos também nosso agradecimento ao Projeto Paradiso e ao Instituto Olga Rabinovich, não só por patrocinar nosso prêmio, mas por todas as ações que do que fazem pelo audiovisual brasileiro.

Nos vemos na próxima edição.

Saiba mais sobre os indicadxs

Carol Rodrigues é formada em Ciências Sociais pela Unicamp e em Audiovisual pela Usp. Participou da equipe de roteiro da 1a e 2a temporadas de Escola de Gênios (Gloob/Globoplay), da 3a e 4a temporadas de 3% (Netflix), dentre outros projetos. Em 2019, realizou o curta-metragem A felicidade delas.  E co-escreveu e co-dirigiu o curta Mãe não chora com Vaneza Oliveira . Em 2015, realizou o curta-metragem A boneca e o silêncio. Além do seu trabalho em salas de roteiro e com os curtas, Carol também se dedica ao seu primeiro projeto de longa-metragem de ficção, Criadas.

Cleissa Martins é pesquisadora, roteirista, diretora e diretora de arte. Mestranda em Cinema e Audiovisual no PPGCINE da Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduada em Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisou cinema latino americano na Universidade de Alberta no Canadá em 2017 e desde de 2016 pesquisa a representação do negro no audiovisual brasileiro. É autora roteirista da Rede Globo, autora do especial de fim de ano “Juntos a magia acontece” (2019)

Gabriel Martins, nascido em Belo Horizonte e radicado na periferia de Contagem, graduou-se na Escola Livre de Cinema/BH e em Comunicação Social com Habilitação em Cinema e Vídeo, em 2010, no Centro Universitário UNA. É sócio-fundador da produtora Filmes de Plástico, junto a André Novais Oliveira, Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia. Entre seus principais trabalhos como diretor estão os curtas Rapsódia para o homem negro, NADA e o longa No coração do mundo (codirigido por Maurilio Martins).

Luh Maza é dramaturga, diretora, atriz e crítica teatral. É autora de mais de dez 10 peças, como “Três t3mpos”, “Restos”, “A memória dos meninos” e “Carne viva”, todas sob sua direção. Nos últimos anos tem dedicado sua pesquisa aos temas ligados a gênero e raça e contribuído na dramaturgia de espetáculos como “Cabaret TransPeripatético” (São Paulo, 2018), da companhia Os Satyros, e “F.A.L.A.” (São Paulo, 2008), do Coletivo Negro. É uma das roteiristas da quarta temporada original da série “Sessão de terapia”, dirigida por Selton Mello com produção da Moonshot Pictures para Globoplay / GNT.

Rosane Svartman é doutora em Comunicação – Cinema  (UFF). Diretora de filmes de longa metragem “Como Ser Solteiro” (1998), cujo roteiro é de sua autoria, “Mais Uma Vez Amor” (2005), “Desenrola” (2011), com roteiro de sua co-autoria, e “Tainá 3” (2012). Como dramaturga, escreveu  “Mais uma vez amor” e  “Anhos Urbanos”.  Dirigiu para o canal GNT as séries, “Quando Éramos Virgens” (2006) e “Paidecendo no Paraíso”, para o Multishow duas temporadas da série “Claro que é Rock”, para o Canal Futura duas temporadas da série “Não é o Q Parece”, entre outros trabalhos. Para TV Globo, dirigiu os seriados “Casseta e Planeta”, “Garotas do Programa” “Dicas de um Sedutor” (2008), “Malhação: Intensa como a Vida” (2012/3- indicada ao Emmy Digital), “Malhação Sonhos”(2014/5 indicada ao Emmy Kids e ao Emmy Digital) e a novela “Totalmente Demais” (2015/6 Indicada ao Emmy Internacional e Melhor Telenovela). Em 2020, escreveu a novela Bom Sucesso para a TV Globo e finaliza para o cinema a adaptação de “Pluft, o fantasminha” .

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