A ABRA – Associação Brasileira de Autores Roteiristas repudia a paralisia do setor cultural, em especial o desmonte da indústria audiovisual, responsável por mais de 300 mil empregos e que representa 0,5% da economia do país.

Enquanto o mundo reconhece a importância da arte nesse momento e acolhe os artistas, trabalhadores e produtores culturais atingidos pela pandemia, no Brasil somos alvo de reiterados ataques e desmandos.

Para além da falta de apoio em meio à crise, sofremos há quase 15 meses nas mãos de gestores incapazes de conduzir a Secretaria de Cultura.

Desconhecemos as credenciais que qualificam o ator Mario Frias para o cargo, bem como a capacidade de Regina Duarte administrar o acervo da Cinemateca.

Causa especial espanto que, ao anunciar a troca de comando do setor, o presidente tenha dado destaque aos benefícios para a vida pessoal da ex-secretária em detrimento do desenvolvimento da nossa Cultura e dos interesses da nossa sociedade.

A ABRA, em nome de mais de 500 autores roteiristas, de todos os estados do Brasil, cobra dos três poderes da República que se cumpram as leis e regulamentos do setor, que respeitem nosso trabalho, nossas empresas e nossas instituições e que façam valer o que determina o Artigo 5º da Constituição de 1988:

“O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.

Carolina Kotscho

presidente

 

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