VIDA DE ROTEIRISTA, POR TIAGO CORDEIRO

Roteirista quer escrever. Mas acaba descobrindo que tem que inscrever também.

Na cerimônia do Oscar ninguém comenta sobre o “melhor projeto escrito do ano”, mas era um prêmio que deveria haver. Afinal de contas, quem conta histórias e acaba tendo que explicar a história para poder contar a história tem mesmo que ganhar alguma coisa dourada.

Nem que seja só um broche do Ministério… Ninguém vai julgar. Será o Oscar que você pode ter.

A Ancine é zero preconceito. Você pode conseguir aprovar qualquer tipo de filme lá exceto, é claro, pornô. O que gera uma curiosidade de como a gente consegue limitar as coisas. Já vi filmes americanos ditos pornográficos que eram bem mais tímidos que O Império dos Sentidos. Quem explica?

Explicar mesmo é como fazer toda inscrição, currículo no formato certo e por aí vai. Lembrar de cada coisinha que você fez e pode fazer aquela diferença na aprovação. E o final demora, viu?

Roteiro

Afinal, é bom aproveitar a espera e continuar escrevendo. Ano que vem tem mais.

Tiago Cordeiro é jornalista, roteirista e flamenguista. Já trabalhou com roteiro corporativo com clientes como Modulo e Fiesp, atualmente se dedica a escrever sua primeira série de TV e longa-metragem. Em 2016 fez parte da primeira turma de formandos da pós-graduação em roteiro de cinema e TV pela FACHA. É um dos fundadores da Scriptograma com Pablo Grilo e Lya Quadros. Fala de seus trabalhos e publica textos no tcordeiro.com.

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A série VIDA DE ROTEIRISTA é composta de artigos escritos pelos associados da ABRA – uma maneira de abrir espaço para a opinião do autor roteirista sobre diversas questões pertinentes à profissão. As opiniões expressas aqui são de responsabilidade do autor e podem não representar o posicionamento oficial da associação.

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