Declaração da Diretoria e Conselho da ABRA, em 11 de Setembro de 2017.

Caros roteiristas,

A ABRA é uma Associação que luta para defender os direitos e interesses de todos os roteiristas profissionais do audiovisual brasileiro e, enquanto instituição, é totalmente  avessa a qualquer tipo de manifestação ou prática machista, racista ou de cunho preconceituoso ou discriminatório.

Opiniões particulares emitidas por seus associados não representam a opinião ou o posicionamento da ABRA enquanto instituição.

Em outro, a Diretoria Executiva e Conselho de nossa associação lutam o combate diário com o objetivo de promover a igualdade de gêneros, bem como toda e qualquer  igualdade, bandeiras aliadas na grande campanha de valorização do roteirista e de seu ofício.

Lembramos que nossa Diretoria Executiva é formada por 5 homens e 3 mulheres e nosso Conselho Consultivo por 6 homens e 4 mulheres e que essa desproporção de ocupação de cargos entre homens e mulheres é, antes de tudo, reflexo de nossa história, sociedade, mercado de trabalho e, até mesmo, vontade e disponibilidade pessoal dos Associados para uma atuação mais efetiva na Associação e não um desejo ou vontade de diretores e conselheiros.

Ainda assim, esperamos ver desaparecer esse desequilíbrio celebrando a disponibilidade e iniciativa de novos quadros emergindo entre as mulheres para alcançar e paridade desejada e coerente com a presença da mulher em nosso país.

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Juliana é codiretora de comunicação e editora de conteúdo do site da ABRA. "Originalmente jornalista, fui para França em 1989, onde acabei vivendo por 17 anos. Sem ter me tornado propriamente cartesiana, tornei-me mãe, cidadã francesa e professora, obtive mestrado em cinema e alta (mente duvidosa!) do psicanalista, dirigi 5 curtas, dos quais fui também roteirista, além de vídeos institucionais para a UNESCO e SOS Racisme. Recebi prêmio pela adaptação de Cronopios y Famas, de Julio Cortazar, e subvenções do CNC, Kodak e de Conselhos Regionais da França. No Brasil, desde 2005, escrevo projetos de ficção para João Jardim (A Vida de Julia) e Murilo Salles (O Fim e os meios, selecionado pelos editais Petrobras 2007 e OI Futuro 2008; Prêmio de melhor roteiro do Festival do Rio 2014). Me divido entre o desenvolvimento de roteiros para outros diretores - como Henrique Saladini, Themba Sibeko (SulAfrica) e Kim Chapiron (França) -, além de meus projetos pessoais. Membro do Colégio de Leitores do CNC desde 2001 e da Autores de Cinema desde 2006. Professora da Escola de Cinema Darcy Ribeiro e da Faculdade de artes do Paraná; coordenadora da Oficina Escrevendo & Filmes, em parceria com Tempo Glauber. Traduzi La Dramaturgie, de Yves Lavandier, para o português, corro quando aguento e quando não aguento recomponho em mosaicos os cacos da louça que, quase sempre sem querer, quebrei. DISPAROS, meu primeiro longa-metragem como diretora, estreou no Brasil em 2012 e participou da seleção oficial do Festival do Rio, batendo o record de prêmios naquele ano (melhor Fotografia, Montagem e ator coadjuvante pelo genial antagonista composto por Caco Ciocler). Atualmente, estou envolvida com o desenvolvimento de projetos de séries TV, coescrevendo com o frances Michel Fessler, os americanos Jeremy Pikser e Walter Bernstein (Hi & Lo Investigations), ou em solo (EXEMPLUM - o julgamento do Dr. Antônio), este último da safra 2016 do Núcleo Criativo da Urca Filmes. No cinema: RESIDENTAS en el camino, minha "menina dos olhos". Um filme de estrada e de jornada, uma investigação sobre as mulheres que, em pleno século XIX, participaram da Guerra da Tríplice Aliança (aka Guerra do Paraguai), assim como uma busca da mulher que a jovem youtuber ELISA quer, em pleno terceiro milênio, se tornar. E, para concluir, #FORATEMER "

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