Vislumbrando o futuro e se preparando para construí-lo

A ideia aqui é começar a debater com regularidade temas e questões ligados ao Direito do Autor. Não apenas aquele direito moral e inalienável, mas também um outro, este quantificável e, sobretudo, merecido.

o DIREITO DO AUTOR pela veiculação de sua obra

Afinal, depois de mais de uma década de esforços de muitos colegas, os roteiristas conseguiram enfim fincar os pilares de um sonho e direito antigos: o de coletar, gerir e distribuir entre os autores os Direitos de Autor oriundos da distribuição pública de suas obras. A GEDAR –Sociedade Gestora de Direitos Autorais de Autores Roteiristas– hoje é uma realidade e o movimento não para que crescer aqui, e em todo o planeta.

No mês de Setembro, durante o encontro do Writers & Directors que aconteceu no Rio, os diretores brasileiros repatriaram centenas de milhares de dólares recolhidos nos países vizinhos, por seus direitos de autor que vagavam no limbo, sem poder ser reclamados. Na mesma ocasião, foi anunciada a disponibilização de 250 mil dólares (através  do recolhimento  de direitos autorais de obras brasileiras exibidas na Argentina) para ser enviado ao Brasil através da GEDAR para roteiristas brasileiros.

Em breve será a vez dos autores-roteiristas. O horizonte promete, mas há ainda muito caminho a ser trilhado: caminho de convencimento e de luta, de informação, pressão, tomada de consciência e negociação.

E para participar dessa jornada, vamos trazer sempre uma peça desse debate, com informações, argumentos e pontos de vista de quem está fazendo essa roda dos Direitos do Autor girar.

Por ora, um pequeno vislumbre do que se pode conquistar, quando começarmos a entender que temos direitos aos nossos diretos.

A Arrecadação de Direitos Autorais no mundo atinge recorde de 8,6 bilhões de euros

Paris, França (publicado em francês no site da Cisac em 22/11/2016)

A Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (Cisac) lançou seu Relatório Global de Arrecadação de 2016, sobre a remuneração dos criadores no ano de 2015. Esta publicação agrega dados financeiros oriundos das 239 sociedades membros da organização, representando mais de 4 milhões de criadores de música, obras audiovisuais, dramáticas e de artes visuais em 123 países. E de acordo com o relatório, a arrecadação de direitos globais em 2015 totalizou mais de 8,6 bilhões de euros, com aumento de 8,9% em relação a 2014.

Leia na íntegra a versão em português publicada no site da UBC, em 25/11.

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Juliana é codiretora de comunicação e editora de conteúdo do site da ABRA. "Originalmente jornalista, fui para França em 1989, onde acabei vivendo por 17 anos. Sem ter me tornado propriamente cartesiana, tornei-me mãe, cidadã francesa e professora, obtive mestrado em cinema e alta (mente duvidosa!) do psicanalista, dirigi 5 curtas, dos quais fui também roteirista, além de vídeos institucionais para a UNESCO e SOS Racisme. Recebi prêmio pela adaptação de Cronopios y Famas, de Julio Cortazar, e subvenções do CNC, Kodak e de Conselhos Regionais da França. No Brasil, desde 2005, escrevo projetos de ficção para João Jardim (A Vida de Julia) e Murilo Salles (O Fim e os meios, selecionado pelos editais Petrobras 2007 e OI Futuro 2008; Prêmio de melhor roteiro do Festival do Rio 2014). Me divido entre o desenvolvimento de roteiros para outros diretores - como Henrique Saladini, Themba Sibeko (SulAfrica) e Kim Chapiron (França) -, além de meus projetos pessoais. Membro do Colégio de Leitores do CNC desde 2001 e da Autores de Cinema desde 2006. Professora da Escola de Cinema Darcy Ribeiro e da Faculdade de artes do Paraná; coordenadora da Oficina Escrevendo & Filmes, em parceria com Tempo Glauber. Traduzi La Dramaturgie, de Yves Lavandier, para o português, corro quando aguento e quando não aguento recomponho em mosaicos os cacos da louça que, quase sempre sem querer, quebrei. DISPAROS, meu primeiro longa-metragem como diretora, estreou no Brasil em 2012 e participou da seleção oficial do Festival do Rio, batendo o record de prêmios naquele ano (melhor Fotografia, Montagem e ator coadjuvante pelo genial antagonista composto por Caco Ciocler). Atualmente, estou envolvida com o desenvolvimento de projetos de séries TV, coescrevendo com o frances Michel Fessler, os americanos Jeremy Pikser e Walter Bernstein (Hi & Lo Investigations), ou em solo (EXEMPLUM - o julgamento do Dr. Antônio), este último da safra 2016 do Núcleo Criativo da Urca Filmes. No cinema: RESIDENTAS en el camino, minha "menina dos olhos". Um filme de estrada e de jornada, uma investigação sobre as mulheres que, em pleno século XIX, participaram da Guerra da Tríplice Aliança (aka Guerra do Paraguai), assim como uma busca da mulher que a jovem youtuber ELISA quer, em pleno terceiro milênio, se tornar. E, para concluir, #FORATEMER "

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