As histórias estão no âmago da Humanidade e são o repositório da diversidade da nossa herança cultural. São contadas, recontadas e reinterpretadas diversas vezes por contadores de histórias; os autores-roteiristas desempenham esse papel no nosso tempo

O talento dos autores-roteiristas europeus merece confiança, incentivo e apoio. As indústrias cinematográficas européias têm de encontrar maneiras de atrair e manter os seus autores-roteiristas no cinema e na sua atividade.

Afirmamos que:

  1. O autor-roteirista é o autor do filme, o criador primeiro do trabalho audiovisual.
  2. O uso indiscriminado do crédito é inaceitável.
  3. Os direitos morais dos autores-roteiristas, especialmente o direito de manter a integridade da obra e de proteger de distorçÕes ou uso indevido, devem ser inalienáveis e honrados integralmente.
  4. Os autores-roteiristas deverão receber a justa contrapartida por todas as formas de exploração do seu trabalho.
  5. Os autores-roteiristas, enquanto autor tem o direito de se envolver tanto na produção quanto na promoção do filme e ser pago por esse trabalho. Enquanto autor, o seu nome deverá constar em todas as publicaçÕes, inclusive catálogos de festivais, listas de programação televisiva e críticas.

 

Apelamos:

  • Aos governos nacionais e agências de financiamento, para que apoiem os autores-roteiristas, aplicando mais energia e recursos na forma de subsídios, benefícios fiscais ou esquemas de investimento, quer na fase de desenvolvimento da produção cinematográfica e televisiva, quer no financiamento direto da sua atividade.
  • Aos acadêmicos e críticos de cinema, para que reconheçam o papel dos autores-roteiristas, e às universidades, academias e programas de formação, para que eduquem as novas geraçÕes em concordância com o espírito colaborativo do meio e com respeito para com a arte e o ofício da escrita de argumento.
  • Aos festivais, cinematecas e outras instituiçÕes, para que nomeiem os autores-roteiristas nos seus programas. Planejem e promovam tributos a autores-roteiristas, do mesmo modo que o fazem com realizadores, atores e países.
  • Aos legisladores nacionais e comunitários, para que reconheçam que o autor-roteirista é um autor do filme.
  • Aos legisladores para que garantam, nas leis nacionais e européias, que os autores-roteiristas possam organizar-se, negociar e contratar coletivamente, de modo a incentivar a manutenção das identidades culturais distintas de cada país e a facilitar o livre trânsito de autores-roteiristas entre as naçÕes.

Comprometemo-nos:

  • A distribuir este manifesto aos membros da indústria cinematográfica e à imprensa nos nossos países de origem.
  • A fazer campanha pela implementação dos objetivos definidos por este manifesto.
  • A lutar pelas mudanças legislativas, nacionais e européias, exigidas neste manifesto.

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